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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Colesterol: vilão e mocinho ?





Para manter taxas aceitáveis de colesterol no sangue, é preciso consumir em equilíbrio alimentos ricos em HDL e LDL.
Sempre que ouvimos falar em colesterol, ele surge como um vilão assustador, um dos principais inimigos da saúde. Porém, na realidade, nosso organismo necessita de certas quantidade de HDL e do LDL, que são os nomes de dois tipos de colesterol.

O ideal é que os dois convivam em harmonia no nosso sangue, mas que o HDL se sobressaia, pois seus altos níveis ajudam a prevenir enfartes e derrames.

Mas, afinal, por que um o HDL é o "mocinho" e o LDL é conhecido como o "bandido" em nosso organismo? A explicação está na estrutura de cada um. Como o LDL tem moléculas menores, o risco de ele se depositar nas artérias é maior.

Uma alimentação equilibrada precisa conter algum tipo de gordura, pois o colesterol ajuda a manter a temperatura corporal, fornece energia nos momentos de privação alimentar (jejum) e atua na composição de certos hormônios. Mas é preciso conter os excessos.

"Uma pessoa que necessite de 1.500 calorias/dia, por exemplo, para manter o peso, necessitará de 450 calorias/dia de gordura. Se ela comer um lanche enorme, com dois hambúrgueres, maionese, queijo e molho, certamente excederá sua porção diária e o que não for utilizado pelo organismo se depositará na barriga, no coração, nos intestinos e no pâncreas, aumentando o risco de problemas no sistema cardiovascular, diabetes e obesidade, entre outras", explica a endocrinologista Cláudia Cozer

Ao contrário do que alguns pensam, porém, taxas altas de LDL não atingem apenas os mais cheinhos. "Há obesos com taxas baixas de colesterol", afirma a dra. Cláudia. Magros também sofrem do mal devido à má alimentação ou problemas de origem genética. "Se os pais têm colesterol alto, as chances de os filhos também terem é de 70% a 80%".

A prevenção e o tratamento exige reeducação alimentar e prática de atividades físicas. E, em alguns casos, medicamentos. Também é importante fazer o controle por exames de sangue periódicos. Os níveis de HDL têm de ser maiores que 40 mg/dL e os de LDL, menores que 130 mg/dL.

Também é importante aumentar o consumo de fibras durante as refeições, presentes nas frutas, verduras, legumes, grãos integrais (arroz, trigo, aveia) e leguminosas (feijões, soja, grão-de-bico), pois elas têm o poder de absorver parte da gordura que está sendo ingerida. E moderar o consumo de alimentos que contêm gordura animal, ricos em LDL.

Já o abacate, o azeite extra-virgem, os peixes, os óleos vegetais e as oleaginosas (castanhas, nozes, amendoim), que possuem grande quantidade de HDL, devem prevalecer no preparo dos pratos e lanches. E também é necessário manter-se atento aos rótulos dos produtos industrializados, evitando comprar aqueles com gordura saturada em excesso.

Seguindo essas dicas, são diminuídas as chances de você enfrentar diversos problemas de saúde, decorrentes do depósito de gordura nas artérias. Entre em ação!

*Cláudia Cozer, endocrinologista. Doutora em endocrinologia pela Universidade de São Paulo (USP) e diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO).

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